Paradoxo

Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum.
Confira alguns dos mais interessantes.

PARADOXO DA ONIPOTÊNCIA
Imagine um ser onipotente criar uma pedra tão grande que nem ele mesmo pudesse ergue-la. Se ele não consegue erguer a pedra, então não é onipotente.

PARADOXO DO ENFORCAMENTO
Hoje é sábado, e é decretado que o prisioneiro será enforcado na semana seguinte (entre domingo e sábado) ao meio-dia. É decretado também que o enforcamento ocorrerá em um dia inesperado, ou seja, só será descoberto o dia do enforcamento no próprio dia.

O prisioneiro, esperando saber quantos dias de vida ainda lhe restam e, presumindo que o decreto diga a verdade, passa a procurar as possibilidades para a data do enforcamento inesperado.

Ele conclui que o enforcamento não pode ocorrer no sábado seguinte, pois se ocorresse no sábado, sexta-feira após ao meio-dia já se saberia o dia do enforcamento com certeza e ele já não seria mais inesperado. Podemos então eliminar o sábado da lista de possíveis dias para o enforcamento.

O enforcamento não poderá ocorrer na sexta-feira pois na quinta-feira ao meio-dia já se saberia o dia do enforcamento (em vista que já sabemos que ele não ocorrerá no sábado).

De modo análogo podemos concluir que o enforcamento não ocorrerá na quinta-feira, na quarta-feira, na terça-feira, na segunda-feira e no domingo. Chegamos então a conclusão que o enforcamento não pode ocorrer da forma que foi anunciado.

PARADOXO DO BARBEIRO
Um barbeiro de uma pequena aldeia tinha, na sua barbearia um panfleto que dizia o seguinte: ” Eu barbeio todos os homens da aldeia que não se barbeiam a si próprios”.
Se o barbeiro não barbeia a sí próprio, quem barbeia o barbeiro?

O PARADOXO DO TRIBUNAL
Esse é um dos paradoxos mais interessantes que já lí.
Conta-se que o sofista Protágoras ensinou Direito (Leis) a um pobre estudante de nome Euatlo, com a seguinte condição: Euatlo deveria compensar Protágoras apenas quando conseguisse vencer sua primeira causa.
Depois de concluir os estudos de Direito e Retórica, Euatlo abandonou seu antigo propósito e decidiu seguir a carreira política. Protágoras cansou de esperar o pagamento dos honorários e procurou seu antigo aluno.
Euatlo contestou protágoras dizendo que não lhe devia absolutamente nada, justamente, porque segundo o acordo judicial ele deveria pagar somente após vencer a sua primeira causa, e isto não havia acontecido. Então Protágoras processou Euatlo a fim de fazer valer o acordo inicial. Em frente à corte, cada um dos dois confirmou a sua versão dos fatos com exercício de lógica e retórica impecáveis. Protágoras assim argumentou:
Se Euatlo perdesse a causa, então deveria obedecer a corte e, portanto, pagar a dívida. E se Euatlo vencesse a causa, então teria vencido a sua primeira causa, portanto deveria pagar a dívida, segundo o que fora acordado anteriormente.

PARADOXO DA FORÇA IMPARÁVEL
Imagine um objeto com força imparável se chocando com um objeto imóvel.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: